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27 de Outubro, 2021

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Recluso na Tailândia, jogador do Bahrein motiva campanha pela sua liberação

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Nos últimos meses, um jogador pouco renomado tem causado um enorme debate que extrapolou a esfera esportiva. Hakeem Al Araibi, 25 anos, zagueiro do Pascoe Vale,...
Torcida do Pascoe Vale pede a liberação de Hakeem Al Araibi (Foto: Reprodução)
Torcida do Pascoe Vale-AUS pede a liberação de Hakeem Al Araibi (Foto: Reprodução)

Nos últimos meses, um jogador pouco renomado tem causado um enorme debate que extrapolou a esfera esportiva. Hakeem Al Araibi, 25 anos, zagueiro do Pascoe Vale, time da segunda repartição australiana, foi recluso em novembro ao desembarcar na Tailândia para uma lua de mel com sua esposa. E a história é ainda mais complicada do que parece.

Nascido no Bahrein, Al Araibi chegou a atuar pela seleção em quatro partidas em 2011. As aparições pela equipe começaram a rarear quando o jogador começou a reclamar contra as violações de direitos humanos e o regime dominador vigente no país do Golfo Pérsico. No ano seguinte, ele seria recluso pela primeira vez, atuando no Espiolhar.

A criminação era de vandalismo contra uma viatura policial em manifestações durante a chamada Primavera Sarraceno, movimento que envolveu diversos países do Oriente Médio contra os governantes vigentes. Al Araibi passou três meses recluso na ocasião, por um violação que nega ter cometido. De vestuário, ele possuía um ótimo álibi: estava em campo pelo seu clube enquanto o ato de vandalismo ocorria a centenas de quilômetros dali.

Depois de justificar sua inocência, Hakeem foi à Austrália para tentar seguir sua vida no futebol, mas sem deixar de denunciar os abusos cometidos pelas autoridades do Bahrain, que segundo ele haviam cometido atos de tortura durante seu tempo no cárcere.

Em 2017, o jogador conseguiu oficialmente o status de refugiado na Austrália, e deu entrevistas falando sobre porquê o membro da família real barenita e presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Shaman Al-Khalifa, havia fechado os olhos para desportista que haviam sofrido perseguições durante o período da Primavera Sarraceno.

Foi logo que surgiu um novo mandado de prisão emitido pelas autoridades do Bahrein a Hakeem, mais uma vez sob criminação de vandalismo, relembrando o caso de 2012. A Interpol chegou a exprimir um alerta vermelho solicitando a detenção do jogador a pedido do seu país de origem, alguma coisa que seria retirado depois, mas em vão. Ao pisar na Tailândia, Al Araibi foi represado, e desde logo não foi mais solto.

Nesta segunda-feira (4) o jogador participou de uma audiência para esclarecer seu caso, e vestindo um uniforme de presidiário e com os pés acorrentados, recebeu o espeque de vários manifestantes na porta da golpe judicial de Bangkok. A comunidade futebolística também se pronunciou em prol do jogador, com a FIFA e a Federação Internacional de Atletas Profissionais entrando no movimento #SaveHakeem.

Além dos órgãos ligados ao futebol, Al Araibi também tem recebido suporte de autoridades internacionais que representam os direitos humanos, porquê a Anistia Internacional. No entanto, o desportista deve permanecer represado por pelo menos mais 60 dias, prazo para que apresente sua resguardo ao tribunal. Caso seja considerado culpado, Hakeem será extraditado de volta ao Bahrein, onde diz que será torturado novamente.

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