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22 de Outubro, 2021

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De campeão mexicano a recorde de finais perdidas: o longo suplício do Cruz Azul

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Aos intermináveis resultados negativos que sucedem uma próspera jornada costumamos atribuir a palavra maldição, como se eventos sobrenaturais, para além da incapacidade, afligissem os clubes. Se...
Cruz Azul
Em 2018, Cruz Azul perdeu o título nacional para o América (Foto: Reprodução)

Aos intermináveis resultados negativos que sucedem uma próspera jornada costumamos atribuir a palavra maldição, como se eventos sobrenaturais, para além da incapacidade, afligissem os clubes. Se é verdade ou não, pouco importa. O que vale é o efeito expressivo, sem falar, obviamente, do próprio tabu em si. E exemplos destes sobram, como o do Cruz Azul, que recentemente perdeu sua sexta final seguida.

Campeão nacional pela última vez em 1997, quebrando um jejum que se arrastava desde 1980, a Máquina Celeste agora detém o infeliz recorde de títulos perdidos de modo consecutivo e é a quinta na lista de clubes que mais demoraram a voltar a ganhar o maior campeonato do país. São 21 anos (e contando), o que já iguala a seca do León entre 1992 e 2013. O líder isolado é o Atlante, com 43 temporadas amaldiçoadas.

Daquele vitorioso escrete comandado pelo técnico Luis “Flaco” Tena e insuflado dentro de campo pelo artilheiro Carlos Hermosillo – que perdeu apenas dois jogos em toda a campanha e superou a concorrência do León na briga pelo Torneio de Inverno de 1997, vencendo o adversário na prorrogação da segunda final, fora de casa -, nenhum logrou repetir o sucesso até hoje, somando vices no Torneio de Inverno de 1999, Apertura e Clausura de 2008, Apertura de 2009, Clausura de 2013 e no Apertura de 2018.

Nesse caminho, houve ainda a derrota na final da Copa Libertadores de 2001 para o Boca Juniors, nos pênaltis, ademais de o título mexicano de 2013 ter lhe escapado por entre os dedos nos acréscimos, com um gol de cabeça do goleiro do América, Moisés Muñoz, que contou com o desvio providencial de um cruzalino. A decisão foi para a linha de 11 metros, e as Águias levaram a melhor. Cinco anos depois, elas reprisaram a dose.

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Desse modo, como parte de um plano de reformulação para encerrar os frequentes insucessos, o Cruz Azul voltou ainda em 2018 a mandar jogos no Estádio Azteca, onde já desfrutou de muitas glórias – quatro títulos mexicanos, uma copa nacional, uma recopa nacional e dois continentais, para ser exato, tendo sido este seu melhor período histórico. Porém, a bem da verdade, a mudança em questão remete a problemas contratuais.

Em agosto de 2015, os diretores do clube tiveram problemas ao negociar com os proprietários do Estádio Azul a permanência no que era desde 1996 a casa deles (aparentemente maldita, pois nunca venceram uma final lá). Como não houve acordo, em resumo, os donos do local optaram por demoli-lo para dar lugar a um centro comercial, e o Cruz Azul decidiu regressar ao Azteca, onde mandara jogos de 1971 a 1996.

Embora tenha sofrido um revés doloroso para o América, a Máquina Celeste manteve o técnico português Pedro Caixinha, que mostrou bons resultados e inclusive ganhou a Copa México em 2018. A aposta, no momento, não dá o retorno esperado, afinal, passada mais da metade do Clausura 2019, o clube batalha para permanecer na zona de classificação – é o 7º colocado, com dois pontos de vantagem sobre o primeiro adversário fora dali.

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No entanto, é grande a esperança para findar a maldição que teve início naquele inverno de 1999, quando o Cruz Azul, ainda sob o comando do “Flaco” Tena, possuía um time forte e encarou na decisão um Pachuca recém-promovido, que acabaria ganhando a taça inédita com um gol de ouro. Ali começou a sina. Agora faltam seis jogos para o término da primeira fase. Depois disso, a Máquina precisará dominar o fantasma da hora H.

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