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1 de Agosto, 2021

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Brasil x Argentina: taticamente, como jogam os finalistas da Copa América?

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Protagonistas de um dos maiores clássicos da história do futebol, Brasil e Argentina medirão forças neste sábado (10), às 21h, na grande decisão da Copa América....

Protagonistas de um dos maiores clássicos da história do futebol, Brasil e Argentina medirão forças neste sábado (10), às 21h, na grande decisão da Copa América. O Superesportes levantou o questionamento: taticamente, como jogam os finalistas do torneio? Para responder, ouvimos profissionais do esporte, que fizeram diagnósticos de padrões táticos e projetaram a finalíssima.

A grande decisão da Copa América será realizada no Maracanã, no Rio de Janeiro, e terá transmissão do SBT, em TV aberta.

Brasil

Vitor Bueno
Analista de desempenho
O Brasil é uma equipe que tem suas relações numéricas nas diferentes fases do jogo muito bem definidas. Em 1° fase de construção, foi muito pouco exigida, pois normalmente enfrenta equipes que se defendem em bloco baixo/médio-baixo (com mais jogadores próximos à própria baliza). Ainda assim, quando sobem pressão e buscam apertar a saída de bola, o Brasil consegue sair de forma muito confortável – muito por ter um goleiro como o Ederson, que, em construção, é um jogador de linha, praticamente. Um diferencial gigantesco para qualquer equipe no mundo.

Nas demais fases do jogo, como disse, tem suas relações numéricas de quem estará diretamente envolvido em construção muito bem definidas. No balanço defensivo (preparados para uma possível perda da posse), ficam quatro jogadores (zagueiros, primeiro volante e lateral-direito), com uma variação do segundo volante baixar até lá para manter vantagem nesse setor. Quem normalmente está diretamente envolvido na fase de criação são seis jogadores, prezando por um jogo apoiado (de passes curtos).

O segundo volante, portanto, varia entre participar do balanço defensivo ou ser mais ativo em criação. O lateral-esquerdo e o extremo-direito puxando em amplitude máxima (colados às linhas laterais para espaçar as defesas adversárias). Extremo-esquerdo e meia flutuam em corredor central. O 9 em profundidade, buscando empurrar a última linha do rival.


Acredito que a escalação para a final será a mesma da semifinal contra o Peru. Portanto, acredito que Fred (segundo volante) buscará fazer mais parte desse balanço, para que quando Messi receba a bola, o centro de jogo esteja mais denso (povoado com mais jogadores do Brasil). Com isso, Neymar deverá ter mais responsabilidade do que já tem em fase ofensiva para fazer o jogo progredir.

Será um duelo interessante para ver como Richarlison suportará o jogo de imposição física dos zagueiros da Argentina, de como Cebolinha irá lidar com as situações de um contra um estando de pé aberto (destro na ponta direita), de como Paquetá (um dos destaques da campanha) irá lidar com o menor tempo e espaço que terá com bola, jogando de costas.

Acredito que será um confronto que vai passar muito por quem lidará melhor com pressão no portador da bola, pois essa pressão, quando vencida, gera um efeito cascata muito grande de jogadores livres que podem desequilibrar.

Argentina

Denis Alves
Auxiliar técnico da Cabofriense
A Argentina vem jogando praticamente num 4-4-2, com Messi e Lautaro mais adiantados. De Paul fazendo o lado direito, até protegendo o Messi defensivamente, evitando que ele precise fazer algum tipo de marcação em lateral e tudo mais. Sempre com um volante com características um pouco mais de contenção. Começou jogando com o Paredes, depois Guido Rodríguez. Sempre acompanhado de um meia central com característica mais criativa. Em geral, vem jogando o Lo Celso por ali. Fazendo o corredor esquerdo, já bem mais fixo, joga Nico González. Tem muita força para acompanhar lateral e chegar à frente, não se posiciona para jogar tão por dentro – até pela presença do Lo Celso.

No lado direito, De Paul também joga por dentro, se aproximando principalmente do Messi e apoiando o lateral do lado dele – seja Montiel ou Molina. Em relação ao apoio dos laterais: normalmente, jogando o Acuña, o lado esquerdo fica muito forte ofensivamente. Acaba fazendo um triângulo ali com Nico e Lo Celso. Fortalece muito aquele lado. Quando joga o Tagliafico, já fica um pouco mais fragilizada a ação ofensiva.

O jogo é muito baseado em toque de bola, em muito passe. Buscando muito passe curto, poucas bolas longas ou inversões de jogo. Mas sempre buscando passes curtos e progressão através de formação de linhas de passe, até a bola chegar principalmente no Messi, que acaba acelerando o jogo; ou no próprio Nico González, mais à frente, que também acaba acelerando um pouco mais para criar situações de gol.

Na perda da posse de bola, já é uma situação que varia muito durante o jogo. Normalmente, enquanto está 0 a 0, pressionam bastante após a perda, mas assim que faz 1 a 0, o time já tem baixado muito a pressão. Então, quando perde a bola, já se organiza para defender. O natural é que comecem o jogo com uma pressão pós-perda um pouco mais forte e, no decorrer da partida, isso caia um pouquinho, e a seleção passa a jogar com um bloco mais baixo.

Em relação ao posicionamento defensivo, defendem em duas linhas de quatro muito bem definidas, com De Paul do lado direito, dois meias centrais (ou Guido Rodríguez ou Paredes junto com Lo Celso) e, do lado esquerdo, Nico González. A linha de quatro defensiva também muito estabelecida. Jogando Montiel ou Molina (na direita), são jogadores que têm uma característica de marcação mais forte, então garantem muito o lado direito. Messi participa muito pouco do momento defensivo, enquanto Lautaro acaba descendo um pouco mais – inclusive, ajudando na marcação do volante do time adversário.

Fonte: https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/selecao-brasileira/2021/07/09/noticia_selecao,3924276/brasil-x-argentina-taticamente-como-jogam-os-finalistas-da-copa-america.shtml

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